"Em um momento em que progridem as idéias mais extremas, que mais se matam ou fazem reféns jornalistas, o fato de um país democrático prender uma jornalista é mais do que um crime: é um erro", afirma o manifesto divulgado hoje, terça-feira, pela libertação da jornalista norte-americana Judith Miller, repórter do New York Times, presa há 49 dias em seu país por não revelar suas fontes de informação à justiça.
O documento contou com o apoio de jornalistas dos mais importantes veículos europeus, além dos cineastas Pedro Almodóvar e Wim Wenders, do escritor alemão Günter Grass (Premio Nobel de Literatura em 1999) e dos filósofos Bernard-Henri Levy e Fernando Savater, entre outras personalidades do mundo cultural e do jornalismo europeu.
"Depois disto, como podemos pedir a outros países que respeitem a liberdade de expressão e informação, um dos pilares da democracia?", questiona o texto que pede uma reconsideração da decisão do juiz Thomas Hogan, que determinou que Miller continue na prisão até que sejam concluídas as diligências, em outubro, ou até que ela revele suas fontes.