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02/09/2005
EUA consideram apropriada morte de técnico da Reuters
 

O inquérito militar norte-americano sobre a morte de Waleed Khaled, técnico de som da Reuters, ocorrida no último dia 28 de agosto, concluiu que a ação dos soldados dos Estados Unidos foi “apropriada”.

“O carro aproximou-se a uma velocidade elevada e teve atitudes suspeitas. Pendurado numa das janelas estava um indivíduo com o que parecia ser uma arma. O veículo parou e imediatamente deu ré. Nova atividade suspeita. Por isso, os nossos soldados no local seguiram as regras e decidiram que era adequado disparar sobre o veículo. Em resultado disso, o condutor foi morto e o passageiro ficou ferido por estilhaços de vidro”, afirmou o oficial norte-americano Rick Lynch.

A “arma” que seguia a bordo do veículo seria possivelmente a câmara de vídeo de Haider Khadem, operador de câmara da agência de notícias que estava no local com Waleed Khaled e que, além dos ferimentos sofridos, foi detido durante três dias pelas tropas norte-americanas.

Todas as justificações foram rejeitadas pelo editor global da Reuters, David Schlesinger, para quem “é repugnante a idéia de que se pode justificar o assassinato de um jornalista profissional que está a cumprir o seu dever”.

Waleed Khaled tinha 35 anos, trabalhava para a Reuters há dois anos e deixou uma mulher grávida de quatro meses e uma filha de sete anos.

Operador de câmera continua preso

Apesar das tropas norte-americanas terem libertado Haider Khadem, operador de câmara da Reuters ferido e detido de ter assistido à morte do seu colega Waleed Khaled, outro operador, Ali Omar Abrahem al-Mashhadani, continua preso desde o dia 8 de agosto, sem qualquer acusação na prisão de Abu Ghraib e a informação ofocial é que o caso só será analisado dentro de seis meses, segundo declarações de um porta-voz militar norte-americano.

David Schlesinger, responsável mundial da Reuters, afirma que “continua a ser extremamente difícil trabalhar jornalisticamente no Iraque” e queixa-se de que as investigações a mortes provocadas por militares dos Estados Unidos “não são tão imparciais quanto deveriam ser” e de que “os resultados não são tão divulgados quanto deveriam”. Ele também criticou o despreparo das tropas norte-americanas. 

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