O Iraque é aqui? A que ponto chegamos. Os freqüentes tiroteios entre traficantes e policiais na cidade do Rio de Janeiro está provocando uma discussão inédita: a necessidade de blindagem dos carros de reportagem.
A mais recente vítima da guerra carioca foi a jovem Nadja Haddad, repórter da Bandeirantes, baleada na rua São Clemente, em frente ao Dona Marta, onde iria cobrir mais uma batalha do narcotráfico. Felizmente ela passa bem, após ter sido submetida a uma cirurgia.
Zona de guerra
“O acidente com a repórter da Band impõe o debate da blindagem dos carros de reportagem deslocados para as regiões conflagradas”, defende o Sindicato dos Jornalistas da Cidade Maravilhosa, que vem tentando, há algum tempo, incluir no acordo coletivo da categoria a criação de comissões de segurança nas redações.
“Insistimos na urgência desta discussão, antes que se multipliquem tragédias como a de Tim Lopes, da TV Globo, torturado e morto por traficantes”, alertou a entidade carioca que lançou um desafio ao patronato para debater a questão e para elaborar regras de proteção aos jornalistas.