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19/09/2005
Propostas de mudanças na Voz do Brasil geram polêmica
 

Propostas de alterações na obrigatoriedade da transmissão da "Voz do Brasil" estão gerando uma polêmica acirrada. Atualmente, três projetos de lei tramitam na Câmara dos Deputados propondo mudanças.

A Voz na TV

A deputada Perpétua Almeida (PCdoB/AC), quer estender a obrigatoriedade de transmissão da "Voz do Brasil" às emissoras de televisão, mas aceita flexibilizar a sua exibição no horário compreendido entre 19h30 e 00h30.

Flexibilização Geral e Restrita

O deputado Ivan Ranzolin (PP/SC) propõe que o programa continue a ser transmitido apenas pela rádios e em qualquer horário após às 19h00. Já o deputado paulista Luiz Antonio de Medeiros (PL) aceita flexibilizar o horário do programa apenas em situação de emergência, estado de calamidade pública ou para transmissão, ao vivo, de alguns jogos esportivos, em especial, das seleções brasileiras de futebol, vôlei e basquete. Medeiros também não estende a "Voz do Brasil" para a televisão.

A Voz do L$cro

Durante audiência pública da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, realizada na semana passada para discutir os projetos, o presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), José Inácio Pizani, afirmou que a "Voz do Brasil" representa um resquício de autoritarismo que se contrapõe ao espírito da liberdade democrática. "Já não se admite que os veículos de comunicação sejam calados por esse mecanismo anacrônico de cerceamento de liberdades", disse.

Na mesma linha, o representante da Associação Brasileira dos Radiodifusores (Abra), Rodrigo Neves, afirmou que as informações oficiais dos poderes da República já são suficientemente divulgadas, o que dispensaria a rigidez da transmissão obrigatória da "Voz do Brasil". Para os empresários, o programa prejudica os lucros.

Extinção da Voz
 
Para a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), os empresários de radiodifusão querem mesmo é extinguir a obrigatoriedade de transmissão da “Voz do Brasil”.

“Acho que a Voz do Brasil cumpre um papel importante de levar informação, livre dos interesses comerciais, sobre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário a uma imensa quantidade de ouvintes, especialmente no interior do Brasil”, diz o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade. “São pessoas que as vezes não possuem outro meio de informação”, argumenta. Para ele, a extinção do Programa, realizado com profissionalismo cada vez maior, é um retrocesso e só interessa aos grupos econômicos que controlam a mídia no Brasil.

Flexibilizar é Preciso

Apesar da enorme polêmica, a exigência de veiculação do programa às 19h00, merece ser revista. Algumas cidades brasileiras deixam de transmitir as sessões de suas Câmaras Municipais, ao vivo, devido a inflexibilização da "Voz do Brasil". Emissoras acabam sendo impedidas de prestar serviços e auxiliar seus ouvintes, mesmo em estado de calamidade ou emergência ou quando uma forte chuva alaga cidades. Sem falar que, no país do futebol, é impensável que os ouvintes prefiram deixar de acompanhar o time de Parreira para ouvir "A Voz". Flexibilizar é preciso!

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