A Diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal repudiou o comportamento do jornalista Diogo Mainardi que, no programa "Manhattan Conecttion", exibido no dia 19 de setembro último, pelo canal a cabo GNT, declarou: "Se o pastor protestante (estadunidense) Pat Robertson quiser realmente matar o presidente Hugo Chávez, eu ajudo".
Para a entidade, "trata-se de incitação ao crime, ameaça pública de morte a autoridade de país com o qual o Brasil mantém relações normais de cooperação. O uso de meios de comunicação de massa para pregar o assassinato de outro ser humano é crime, e como tal deve ser punido rigorosamente pelas autoridades brasileiras. É imperativo que os executivos da empresa de comunicação GNT impeçam imediatamente a propaganda da criminalidade nas telas, pois não reúne as condições de respeito às leis e das mais elementares noções de direitos humanos, sob pena de a empresa ser conivente com a pregação de homicídio através da televisão".
O Sindicato declarou ainda que "o deplorável episódio exige reflexões severas sobre o papel dos meios de comunicação e dos comunicadores sociais. Diogo Mainardi envergonha os jornalistas brasileiros com essa campanha homicida e revela muito bem a natureza intelectual, a estatura moral e o caráter de certa oposição aos dirigentes que empreendem transformações sociais, como é o caso do Presidente Hugo Chávez".
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF estuda meios cabíveis para que a prática de natureza anti-social e criminosa do referido jornalista receba a punição devida, e reclama do governo brasileiro - Ministério das Comunicações, Anatel, Ministério das Relações Exteriores - a adoção das medidas cabíveis para desculpar-se ante a Nação amiga, com a qual o Brasil empreende o esforço de construir " a integração econômica, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações", conforme estabelece o artigo 4 da Constituição Federal.
O Sindicato reclama ainda, junto às autoridades competentes, o enquadramento da empresa responsável pelo programa nos parâmetros legais que impeçam o uso da televisão para a propagação da violência e incitamento ao assassinato.
Diogo Mainardi não tem poupado palavras para expressar suas opiniões. Em seu artigo para a mais recente edição da revista Veja, de 21 de setembro, ele termina o texto intitulado "Yakisoba na linha" afirmando: "Fui obrigado a interromper o artigo-bomba que estava escrevendo e começar este aqui, no estilo basbaque de Luis Fernando Veríssimo. Sinto muito. Não posso derrubar o Lula nesta semana. Prometo derrubar na próxima".