A polícia descobriu que a nota fiscal do carro utilizado no atentado ao jornal "Diário de Marília" e mais duas rádios está no nome do Secretário de Planejamento do município. A informação é da TV Globo local - TV TEM.
Segundo a apuração, o carro apreendido continua em nome do antigo dono, Roberto Monteiro, mas não está mais em posse dele desde outubro do ano passado, quando foi vendido para uma concessionária da cidade.
Nenhum dos responsáveis pela agência quis prestar esclarecimentos. Por telefone, informaram que o carro foi retirado da concessionária por Amarildo Barbosa que era assessor parlamentar do deputado estadual, Vinícius Camarinha (PSB), na Assembléia Legislativa.
Por meio de nota, o secretário Roberto Monteiro afirmou que o carro foi negado em novembro de 2004 e que o nome dele nunca constou da documentação. Ele confirmou que o veículo foi vendido para Amarildo Barbosa.
Amarildo, que é um dos suspeitos de ter participado do incêndio que destruiu a Central Marília de Notícias, teve a prisão preventiva decretada, mas continua foragido.
O carro está no pátio da Ciretran desde o dia 14 de setembro, quando foi encontrado na garagem de um condomínio onde Amarildo é morador. Testemunhas afirmam que ele teria sido um dos veículos usados para a fuga após o incêndio criminoso, ocorrido na noite de 8 de setembro.
Amaury Delábio Campoy, ex-motorista da prefeitura, foi preso após ser identificado pela câmera do circuito de segurança e confessou participação no crime.
Bruno Coércio, filho do secretário de esportes e lazer, Carlos Coércio, também é suspeito. Teve a prisão decretada, mas ainda não foi encontrado pela polícia.