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27/09/2005
XV ENJAC: Assessores defendem Conselho e diploma
 

A importância da conquista de um Conselho Federal dos Jornalistas, a busca de uma Convenção Coletiva Nacional para o segmento e a inclusão da disciplina de assessoria de imprensa nos cursos de Jornalismo foram algumas das resoluções do XV ENJAC - Encontro Nacional de Jornalistas em Assessoria de Comunicação. Realizado na cidade do Rio de Janeiro, de 22 a 24 de setembro, o evento teve cerca de 350 participantes. Nele foi aprovada a Carta do Rio de Janeiro e definido que Fortaleza (CE) sediará o XVI ENJAC.

A exigência do diploma como requisito para o exercício da profissão e a manutenção da luta pela criação do Conselho Federal de Jornalistas foram alguns dos temas que dominaram os debates. A valorização da profissão e a inclusão da disciplina de Assessoria de Comunicação – em caráter obrigatório – no currículo universitário também mereceram destaque. Além disso, foram discutidas diversas questões ligadas ao cotidiano do setor.

O plenário do XV ENJAC, por unanimidade, autorizou a Executiva e o departamento de Mobilização e Assessoria de Imprensa da FENAJ a iniciarem conversações com o Sindicato Nacional das Empresas de Comunicação Social (Sinco). A proposta é de que se busque a celebração de uma Convenção Coletiva de Trabalho nacional para o segmento de assessoria de imprensa.

Veja, abaixo, a íntegra do documento final do XV ENJAC:

 

CARTA DO RIO DE JANEIRO

Os jornalistas brasileiros trabalhadores em assessoria de comunicação, reunidos em seu XV Encontro Nacional, realizado no Rio de Janeiro no período de 22 a 24 de setembro de 2005, vêm de público manifestar seu engajamento na luta pela criação do Conselho Federal dos Jornalistas, que tem à frente a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).

Entendemos que a criação do CFJ representará um significativo passo na defesa da nossa profissão, cuja regulamentação vem sendo constantemente atacada, seja pelos donos da mídia, seja pelos grupos políticos que temem perder o controle da informação.

Da mesma forma, defendemos a formação específica e exigimos mais qualidade nos cursos de graduação em Jornalismo. A exigência do diploma e a regulamentação da profissão se fazem necessárias para garantir à sociedade uma informação ética, isenta e responsável. É contra esse desejo da categoria que se insurgem muitos dos que combatem a criação do Conselho Federal dos Jornalistas. Por essas razões, os jornalistas em assessoria de comunicação encontram-se engajados na Campanha Nacional pela Valorização da Profissão de Jornalista.

Falar em valorização da profissão de jornalistas significa, também, valorizar o segmento de jornalismo em assessoria de comunicação – que hoje já representa a maioria dos postos de trabalho no País. É público e notório que nossa atuação profissional em assessorias de imprensa – função que é privativa de jornalistas – garante a definição de políticas de comunicação e a conseqüente produção de informações de qualidade, além do desenvolvimento de um trabalho mais eficiente, seja com os veículos de comunicação, seja com o público interno ou mesmo com a sociedade.

Na busca pela constante capacitação profissional, defendemos que, entre outras melhorias, os cursos de Jornalismo tenham a cadeira de Assessoria de Comunicação como disciplina obrigatória, que agregue ferramentas e elementos relacionados com as novas tecnologias e que tenha interação com a prática do mercado.

A prática constante do exercício da profissão com ética é fator fundamental para o fortalecimento do segmento de Assessoria de Comunicação. Por isso mesmo, vamos dar início a uma ampla campanha pelo cumprimento de todos os preceitos do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros.

Não poderíamos ficar sem nos manifestar sobre a situação política brasileira. Os jornalistas em assessoria de comunicação exigem a apuração rigorosa de todas as denúncias de corrupção e a punição de todos os envolvidos. Assim como se manifestam pela instalação de um ambiente ético no mundo dos negócios e da política, historicamente comprometido pelos interesses privados em detrimento do interesse público.

Rio de Janeiro, 24 de setembro de 2005.

Fonte: FENAJ

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