"Uma feliz notícia, mas um novo revés para o sigilo de fontes", afirmou a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) ao saber da libertação de Judith Miller, do New York Times. Ela estava presa desde o dia 06 de julho, por ter se negado a revelar uma fonte, e foi libertada ontem (29) depois de um acordo.
A RSF lamentou que, em contrapartida de ser libertada, a jornalista se viu obrigada a violar o segredo profissional.
Para a organização de defesa dos jornalistas, a libertação em troca da revelação, ainda que com a concordância dela, foi uma burla ao princípio de confiabilidade das fontes, que é um dos pedestais da profissão de jornalista. "Esperamos que o Congresso, onde foram apresentados dois projetos de lei neste sentido, cuide da questão o mais rápido possível", declarou a RSF.
Segundo o New York Times, o informante de Judith Miller no caso Plame seria Lewis Libby, um colaborador muito próximo do vice-presidente Dick Cheney.
Agora, a solução do debate sobre o sigilo de fonte se encontra nas mãos do legislativo norte-americano. Onde desde fevereiro, tramitam dois projetos de lei garantindo o direito dos jornalistas de manterem em sigilo suas fontes.