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05/10/2005
Processo do atentado em Marília já está no Fórum
 

Começa a tramitar na 1ª Vara Criminal de Marília, Interior do Estado de São Paulo,  o processo que apura circunstâncias de quatro crimes cometidos na invasão e incêndio do prédio do jornal Diário e das rádios Diário FM e Dirceu AM. O inquérito com o relatório final da polícia foi remetido ao juiz José Roberto Nogueira Nascimento.

O relatório encaminhado confirmou as projeções e aponta condutas criminosas de Amauri Delábio Campoy, 47; Bruno Gaudêncio Coércio, 22, e Amarildo Barbosa, 41. Em até cinco dias o juiz deverá receber a denúncia para formalizar a ação e transformar os três em réus na ação penal pública para punição pelos crimes.

Há expectativa que, com a denúncia, Bruno e Amarildo sejam apresentados pela defesa. Os dois estão foragidos e há pedido de prisão temporária, que deve ser transformada em prisão preventiva, que permite manter todos presos até o final do processo.

São dois volumes. Apresenta evidências e provas de que os quatro cometeram infrações que configuram os crimes de incêndio, roubo, formação de quadrilha previstos no Código Penal, e de tortura, fixado em lei especial. As vítimas foram as empresas e o porteiro Sérgio Silva Araújo, 39.

O trabalho da promotoria deve ser feito com acompanhamento do promotor José Bento Campos Guimarães, designado em setembro para acompanhar a investigação. Como conhece detalhes do caso, ele deverá participar no trabalho de elaboração da denúncia e acompanhamento do processo.

Além dos documentos e do relatório, a polícia entregou o material apreendido durante a investigação: os galões usados para o incêndio e outros, dos mesmos distribuidores, encontrados nas diligências e buscas aos acusados.

Encerrada essa fase da investigação, começa nova etapa para identificar todos os outros envolvidos: os pistoleiros armados que invadiram o prédio, a mulher que desviou atenção do vigia para o ataque, o mandante do crime e outros envolvidos.

Caça ao mandante: nova prioridade para a polícia

A Delegacia Seccional de Polícia Civil em Marília baixou portaria determinando que a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) instaure inquérito policial para investigar, identificar e enquadrar legalmente o responsável por contratar e financiar o atentado que destruiu instalações do jornal Diário e rádios Diário FM e Dirceu AM.

É o segundo inquérito sobre o caso e além do mandante vai procurar pelo menos mais seis executores do crime, dois quais dois bandidos armados e perigosos que renderam e torturaram o vigia Sérgio Araújo.

A prisão de qualquer um deles pode aproximar a investigação do cabeça do bando, do mais interessado no crime, do bandido que seria beneficiado pelo atentado. Para a diretoria das empresas, há um suspeito natural: o ex-prefeito Abelardo Camarinha. "Ele é rico o bastante para financiar o ataque, interessado em calar a linha editorial das empresas e amigo pessoal e ex-patrão de todos os envolvidos até agora", declarou o Diário de Marília. O ex-prefeito nega e reagiu prometendo processar os que o acusam.

Fonte: Diário de Marília

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