A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) afirmou estar "muito preocupada" pela sorte do correspondente do diário britânico "The Guardian", Rory Carroll, seqüestrado em Bagdá. Rory é irlandês e está há nove meses cobrindo o conflito no Iraque. Ele estava em Bagdá acompanhando o julgamento de Saddam Hussein.
Rory Carroll tem 33 anos
A organização alertou que "a experiência tem demonstrado que é essencial uma grande mobilização, nas primeiras horas que seguem ao seqüestro dos jornalistas no Iraque”.
“Desgraçadamente, a segurança dos jornalistas está muito longe de se encontrar garantida no Iraque, e tememos que as tenões relacionadas com o começo do processo de Saddam Hussein tenham repercussões sobre a imprensa", comentou a organização de defesa dos jornalistas.
RSF recorda que o conflito no Iraque é o mais assassino para os jornalistas, desde o final da Segunda Guerra Mundial, com 72 mortos desde março de 2003, e 25 desde o começo do ano de 2005. Dois jornalistas continuam desaparecidos no país: Frédéric Nérac, do canal britânico ITV, desde 22 de março de 2003, e Isam Hadi Muhsin Al-Shumary, do canal alemão Suedostmedia, desde 15 de agosto de 2004.