Volta a valer a exigência de curso universitário para o exercício da profissão de jornalista no Brasil. O Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região acatou o recurso impetrado pela FENAJ e Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP) contra o fim da obrigatoriedade. Os juízes Manoel Álvares, Salete Nascimento e Alda Bastos votaram favoravelmente ao recurso. "O Jornalista" conversou com o advogado João Roberto Piza Fontes, que representa a FENAJ e o SJSP, e que derrubou com o seu recurso a decisão da juíza Carla Rister, que suspendia a exigência do diploma universitário para o exercício da profissão.
Sou apenas um advogado
Perguntamos ao Dr. Piza sobre seu currículo. "Meu currículo? Sou apenas um advogado!" Uma resposta que só demonstra a sua humildade, mas não revela que o advogado com cerca de 27 anos de profissão, formou-se pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco e Fundação Getúlio Vargas, onde concluiu o curso de administração pública. Muito menos, que presidiu a Ordem dos Advogados do Brasil – SP, no triênio 1991-1993.
O advogado e sua equipe de advogados associados elaboraram a tese que demoliu a sentença que suspendia a exigência do diploma, para o exercício profissional do jornalismo no país. Um feito que muitos duvidavam que fosse possível de ser realizado e que entra para a história do Jornalismo brasileiro.
Precários
Perguntado sobre a situação dos que conseguiram um título precário de jornalista, durante a vigência da sentença da juíza Rister, ele afirmou que "o Ministério do Trabalho deve ser guardião da lei e estamos no aguardo de suas providências".
Conheça um pouco do pensamento do advogado:
"A história já cansou de nos demonstrar que o jornalismo produzido por pessoa inepta pode causar sérios e irreparáveis danos a terceiros."
"O jornalismo, por todos os veículos de comunicação, influencia tomadas de decisões pelos seus receptores e, uma vez veiculada de forma equivocada por qualquer cidadão, sem aptidão técnica e até mesmo ética, pode gerar desordens sociais, contrariando inclusive a sua própria função social."