O Grupo Estado lançou, no último sábado (29), o projeto FotoRepórter. Um
canal para receber fotos de interesse jornalístico enviadas por qualquer pessoa,
através de telefones celulares ou computadores, via e-mail.
A idéia do FotoRepórter nasceu após os atentados de 7 de julho em Londres,
quando as imagens registradas por cidadãos comuns em seus telefones móveis
inundaram a internet, e a seguir foram estampadas nas páginas dos principais
jornais e revistas de todo o mundo.
Pelo projeto, qualquer pessoa, depois de tirar uma foto com seu
celular, pode participar do projeto enviando uma mensagem multimídia com ela
para o e-mail disponibilizado pelo projeto: fr@estadao.com.br. Podem ser enviadas também
imagens produzidas com máquinas fotográficas digitais.
As imagens serão analisadas por uma equipe coordenada pelo fotógrafo Juca
Varella. Ao encontrar uma imagem interessante, essa equipe vai entrar em contato
com quem enviou a foto, por telefone ou e-mail, convidando seu autor a ler o
contrato de cessão de direitos autorais e preencher o cadastro. Depois disso, as
imagens serão inseridas no portal.
Os autores das fotos não serão remunerados pela inclusão das fotos no portal
do Estadão. Isso só acontecerá se os editores dos jornais O Estado de S. Paulo e
do Jornal da Tarde quiserem publicá-las. Ou se a Agência Estado conseguir vender
a imagem para outras empresas jornalísticas ou agências de publicidade. Caso uma
foto seja utilizada pelos jornais ou vendida, seu autor vai receber, através de
um crédito em conta-corrente, o mesmo valor que é pago a fotojornalistas
profissionais, garante o Grupo Estado.
"A idéia é publicar nas páginas dos jornais O Estado de S. Paulo, Jornal da
Tarde e portal www.estadao.com.br aquilo
que for considerado importante e complementar para a compreensão dos fatos,
algumas vezes o fato em si", explica a apresentação do projeto. Já a Agência
Estado poderá comercializar as imagens, pelas quais o fotorepórter será
remunerado.
Vaca no açougue
Mas qual o tipo de foto que o Grupo Estado passa a comprar e a distribuir dos
fotorepórteres? A editora de Fotografia da Agência Estado, Mônica Maia,
responde: "É importante que a foto tenha informação jornalística, que interesse
aos leitores, ou que seja inusitada, que surpreenda". Um bom exemplo é o das
vacas que saíram em disparada pelas ruas de São Paulo na última semana, sendo
que uma delas entrou num açougue, diz Mônica. "São situações imprevisíveis que
um fotógrafo profissional, que cumpre uma agenda prévia, muitas vezes não tem a
chance de fotografar. É aí que entram os fotorepórteres com seus equipamentos
como um celular ou uma câmara digital".
Para saber mais sobre o projeto, clique aqui.