Os jornalistas de jornais e revistas de Minas Gerais obtiveram uma importante vitória no julgamento do dissídio coletivo, na última quinta-feira (03/11), no Tribunal Regional do Trabalho, em Belo Horizonte. Pela primeira vez, nos últimos oito anos, os juízes concederam aumento real de 3%, além de reposição salarial de 6,10% (índice de inflação). Percentuais retroativos a 1º de abril, data-base da categoria.
Na sessão presidida pela vice-presidente do TRT-MG, juíza Deoclécia Amorelli Dias, os juízes também determinaram o pagamento de ticket refeição de R$ 9,00, pagamento de 100% para todas as horas-extras trabalhadas, restrição do número de estagiários a 20% do total de vagas de jornalistas nas redações de jornais e revistas, entre outras conquistas. O relator do dissídio coletivo foi o juiz Luiz Otávio Linhares Renault e a juíza revisora Emília Lima Facchini.
O acordão com todas as cláusulas deve ser publicado pelo TRT-MG dentro de uma semana. O presidente do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, Aloísio Lopes, considerou muito positiva a decisão da Justiça, apesar de não ter reconhecido o percentual de 8% de ganho real reivindicado pelos jornalistas. "Ao assegurar o ticket refeição de R$ 9,00, finalmente, o tribunal reconheceu que jornalista tem que comer", destacou Aloísio Lopes, que espera que os donos de jornais e revistas paguem de imediato o reajuste salarial devido aos jornalistas e não apresentem qualquer tipo de recurso.
O advogado do Sindicato dos Jornalistas, Luciano Marcos da Silva, também considerou bastante favorável a decisão dos juízes do TRT-MG, principalmente em relação ao reconhecimento do direito a ganho real nos salários dos jornalistas.
Fonte: Sindicato dos Jornalistas de MG