Mais um ano sangrento para os jornalistas. A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) denuncia que 53 jornalistas foram mortos neste ano. Outras 186 pessoas estão presas, por escrever, fotografar ou filmar; entre elas, 112 são jornalistas, três colaboradores e 71 "internautas dissidentes". Segundo a RSF, as mortes representam um recorde histórico e refletem a situação de "retrocesso paulatino" que sofre a liberdade de expressão.
RSF criticou duramente o governo espanhol, por não utilizar suas relações com a China, Cuba e Marrocos para exigir o cumprimento da liberdade de imprensa nestes países.
De acordo com o presidente da RSF, Fernando Castelló, o governo de José Luis Rodríguez Zapatero "desperdiçou" a chance durante a Cúpula Ibero-Americana de Salamanca - em outubro passado - de denunciar a violação da liberdade de imprensa.
As maiores prisões
A China, com 31 jornalistas presos, e Cuba, com 24, são as nações que mantêm quase a metade dos profissionais presos no mundo. Os outros presos estão assim distribuídos: Eritréia (13), Argélia (1), Coréia do Norte (1), Egito (1), Marrocos (2), Nepal (2), Uzbequistão (4), Ruanda (4), Serra Leoa (1), Tunísia (1), Turquia (1), Iraque (5), Irã (6), Etiópia (2), Laos (1), Líbia (1) e Maldivas (3).
Apoio aos colegas presos
Diante da alarmante situação, a RSF lançou uma campanha de apadrinhamento dos jornalistas presos. Pela iniciativa, um veículo de comunicação acompanha e publica informações sobre a situação do "apadrinhado". Cerca de 70 veículos já aderiram à campanha. Esperamos que os veículos brasileiros também participem da campanha.
Fonte: Periodista Digital