"Ao invés de diário, por que não a Agenda de Lúcio? Pode não ser diário, mesmo porque pode não haver movimentação diária ou posso não ter tempo. Acho que agenda fica melhor", disse Lúcio Flávio Pinto ao "O Jornalista", antes de encaminhar sua Agenda contando a lamentável situação que vem enfrentando. Seja em forma de Diário ou Agenda, "O Jornalista" entende que a situação que enfrenta o colega precisa ser do conhecimento de todos.
Em tempo: Ontem, o The Jakarta Post, da Indonésia, publicou uma página sobre a situação que envolve nosso colega.
"Hoje se tornou indispensável que eu esteja em Belém acompanhando meus 18 processos ativos, em andamento. Tenho que prestar a máxima atenção aos detalhes, às filigranas dos processos... Sou, na verdade, um prisioneiro domiciliar de fato, embora não de direito", disse Lúcio Flávio Pinto, editor do jornal quinzenal Jornal Pessoal.
Aí vai a agenda de hoje:

"Meia hora antes da audiência de hoje, meu advogado e eu estávamos em frente ao gabinete da juíza da 16ª vara penal, no fórum de Belém. Meia hora depois das 10 da manhã, nem o autor da queixa-crime, Ronaldo Maiorana, nem seu advogado. A juíza se limitou a lavrar uma ata, registrando a ausência do autor da ação contra mim, com base na Lei de Imprensa (criada em 1967, durante o regime militar). Ele me acusa de tê-lo difamado, injuriado e caluniado ao escrever no meu Jornal Pessoal que ele me espancou, no dia 21 de janeiro. Maiorana, um dos donos do maior grupo de comunicação do país, com domínio absoluto no Pará, diz que não me espancou: "apenas" me agrediu. Por trás e com a cobertura de dois PMs, transformados em seguranças particulares. Na véspera, sua empresa de eventos realizou o primeiro dos três dias do "Pará Folia", um carnaval fora de época. Houve pancadaria, que acabou em queixas às autoridades.
Um abraço,
Lúcio