A Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e a UNESCO/Brasil lançaram no início de 2005, uma "Rede de Defesa da Liberdade de Imprensa", com o objetivo de monitorar e divulgar ataques à liberdade de imprensa no país. Hoje, a "Rede" divulgou o seu primeiro relatório anual sobre liberdade de imprensa no Brasil, mas omitiu o caso brasileiro de maior repercussão: a agressão de Lúcio Flávio Pinto.
Em eventos sobre liberdade de imprensa, questionados sobre o assunto, representantes da ANJ afirmaram que não consideram o caso uma violação à liberdade de imprensa por ser “uma briga pessoal” entre o jornalista e os empresários Maiorana, que são associados da ANJ.
Lúcio Flávio foi agredido covardemente, em Belém, por Ronaldo Maiorana, diretor corporativo e sócio das Organizações Rômulo Maiorana. O conglomerado de comunicação controla o jornal "O Liberal" que compõe a ANJ e várias emissoras de rádio e o canal local de TV afiliado da Rede Globo. Mas, para a rede, o caso simplesmente não existiu e seu associado continua um defensor da liberdade de imprensa.
Liberdade de Empresa
Em fevereiro último, o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, enviou mensagem à Unesco com o seguinte conteúdo: "Felicito a Unesco pela iniciativa de criar uma rede em defesa da liberdade imprensa. Estranho a parceria e lamento a exclusão da representação dos trabalhadores. Estranho também que o site não faça referências à covarde agressão e ameaça de morte, sofridas pelo jornalista Lúcio Flávio Pinto, no mês passado, em Belém (PA). Gostaria, sinceramente, de saber o motivo da falta de informação sobre esse atentado à liberdade de imprensa".