Após cerca de 20 horas de julgamento, Marcone Sarmento foi absolvido da acusação de participar do assassinato do jornalista Manoel Leal, em 14 de janeiro de 1998, em Itabuna (BA). Leal era proprietário e editor do jornal "A Região", que circula no Sul da Bahia. Os jurados acataram a tese da defesa, de negativa de autoria, e inocentaram Marcone, por seis votos a um. O Ministério Público vai recorrer da sentença ao Tribunal de Justiça.
Marcone Sarmento, apesar de absolvido continua preso, já que cumpre pena de 13 anos pelo assassinato do soldado Arisvaldo Costa Oliveira, em 1990. O jornal "A Região" afirma que "dado o histórico de Marcone, tememos que sua fuga seja facilitada no presídio Ariston Cardoso, onde chega, apesar de sua periculosidade e de já ter fugido uma vez, a ficar encarregado do portão de entrada".
Salvo pelo jabá
A defesa de Marcone sustentou que ele estaria no Estado de São Paulo no dia do crime. Para comprovar a tese, afirmou que nesse dia ele se encontrou, em São Paulo, com uma pessoa de Itabuna que teria ido lhe levar jabá e farinha de mandioca.
Condenado em liberdade
Em 2003, o policial civil Mozart Costa Brasil foi condenado a 18 anos de prisão pelo assassinato de Leal. Segundo o jornal "A Região", graças a um habeas corpus concedido na véspera do Natal do mesmo ano, Mozart está solto até hoje, trabalhando como policial, armado.
A pergunta que não pode calar
Quem mandou matar Manuel Leal? Em dezembro de 1997 o jornalista tinha denunciado, em vários artigos, irregularidades cometidas na prefeitura de Itabuna, com base em documentos do Tribunal de Contas do município que atestavam o uso de notas frias e superfaturamento. Ele também acusou um delegado de ter recebido dinheiro do prefeito.
Fonte: A Região