"Hoje se tornou indispensável que eu esteja em Belém acompanhando meus 18 processos ativos, em andamento. Tenho que prestar a máxima atenção aos detalhes, às filigranas dos processos... Sou, na verdade, um prisioneiro domiciliar de fato, embora não de direito", disse Lúcio Flávio Pinto, editor do Jornal Pessoal.
Aí vai a agenda de hoje:

"Desde que me agrediu, no dia 21 de janeiro, Ronaldo Maiorana, juntamente com o irmão, Romulo Maiorana Jr., já ajuizaram contra mim, no fórum cível de Belém, quatro ações de indenização por danos morais e materiais. Os dois são os principais executivos do grupo Liberal, que domina o setor de comunicações do Pará, sendo afiliado da Rede Globo de Televisão. Fui cientificado da mais recente dessas ações na última sexta-feira. A partir do momento em que o mandado for devolvido ao cartório, terei o prazo de 15 dias para contestá-la. Estranhei que a citação tenha sido feita, através de AR (Aviso de Recebimento), pelos Correios. Não fui eu quem assinou a contrafé no recibo. Cópia da citação, juntamente com o mandado, me aguardava na portaria do prédio. No entanto, a lei processual é claro nesses casos: exige a citação pessoal do demandado.
Detalhes formais à parte, cabe notar que todas essas ações surgiram depois da agressão do editor diretor-corporativo do jornal "O Liberal". É nítido o sentido de retaliação e intimidação. Nos quatro pedidos de indenização os Irmãos Maiorana pleiteam meio milhão de reais para compensar os danos morais e materiais que alegam ter sofrido por conta do que escrevi no "Jornal Pessoal". No entanto, muito do que publiquei agora eu já havia escrito antes, sem provocar esse tipo de reação. É impossível não associar as demandas judiciais dos donos do grupo Liberal ao episódio da agressão. Eles tentam assumir o papel de vítimas e me atirar a pecha de agressor, imputando-me agressões pessoais contra eles, o que jamais fiz em 40 anos de carreira profissional. Contam para isso com apoio corporativo nacional. Eu espero contar com a justiça e a opinião pública, aptas a ouvir a verdade."
Um abraço,
Lúcio