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13/12/2005
Agenda do Lúcio: um recordista de processos
 

Um recordista? Pelo andar da carruagem, a Justiça do Pará terá que abrir uma Vara Especial só para cuidar dos processos contra o jornalista Lúcio Flávio Pinto. "Hoje se tornou indispensável que eu esteja em Belém acompanhando meus 18 processos ativos, em andamento. Tenho que prestar a máxima atenção aos detalhes, às filigranas dos processos... Sou, na verdade, um prisioneiro domiciliar de fato, embora não de direito", disse Lúcio Flávio Pinto, editor do Jornal Pessoal.

Aí vai a agenda de hoje:

 

"Fui registrado como jornalista profissional em São Paulo, em 1969. Morei e trabalhei na cidade durante cinco anos, entre 1969 e 1975. Foi um período extremamente difícil, mas talvez tenha sido o mais importante para o meu amadurecimento e crescimento. Trabalhei em várias das mais importantes publicações da imprensa brasileira, com sede na terra bandeirante. Foi em SP que me tornei bacharel em sociologia e política. Aí nasceu minha primeira filha e meu primeiro neto. É aí que moram atualmente três dos meus quatro filhos e um dos meus dois netos. Aí estão alguns dos meus melhores amigos, uma relação que a distância não prejudicou, apesar de nos privar de uma convivência tão generosa e fecunda.

Essa relação profunda com a capital dos paulistas se reforçou com este canal de voz que "O Jornalista" me abriu. Veio de São Paulo a maior demonstração de solidariedade que recebi. Dentre os órgãos de representação da categoria, alguns dos quais, como o do Ceará, me surpreenderam favoravelmente com sua pronta e indignada resposta à minha perseguição. Um apoio que me faltou na minha terra, da parte do sindicato no qual militei tanto e presidi por um intenso mandato.

Quero aproveitar este espaço para consultar os colegas. Gostaria que entrassem em contato comigo os que já foram processados por outros jornalistas ou empresas jornalísticas. Ao estabelecerem o contato, queria que arrolassem a quantos processos responderam, qual sua motivação e qual o desfecho. Assim verei confirmada, revista ou desmentida, se for o caso, uma desconfiança que se reforça dentro de mim: talvez eu seja o jornalista que mais vezes foi processado por uma empresa jornalística e por outros declarados jornalistas em toda história da imprensa brasileira (e mundial?).

Quanto ao Kajuru: não há dúvida que ele tem muito mais processos do que eu. Mas terá tido 18 processos movidos por jornalistas e empresas jornalísticas? Não pense que quero o título, não. É por causa da situação inusitada. A diferença está aí: a perseguição é de uma única empresa familiar, como pessoa física e enquanto pessoas jurídicas.

Por que isso é importante? Porque já houve polêmicas, contendas e verdadeiras guerras entre empresas jornalísticas e entre jornalistas. Em alguns casos, o resultado foi mesmo trágico. Mas se, eventualmente, o antagonismo derivou para o assim chamado desforço físico, ou mesmo para atentados, o combate sempre começou com palavras. Uma empresa escreveu contra outra, um jornalista contra outro. Em algumas dessas situações, tivemos debates antológicos, artigos memoráveis - e a opinião pública se informou e se instruiu graças a esse duelo com palavras, que constitui um dos momentos mais elevados do pluralismo democrático e da maturidade institucional de um povo.

No meu caso, não: nenhum dos meus contendores, jornalistas e donos de jornal, integrantes de uma corporação familiar poderosa, escreveu a propósito dos meus artigos. Nenhum deles me mandou uma carta ou retrucou em sua própria publicação. Todos eles renunciaram à sua condição de jornalistas e negaram a razão de ser especial do seu negócio. Procuraram na justiça uma vitória de "tapetão". Quem tem familiaridade com futebol sabe disso: o dono da bola quer ser o dono do jogo. Mas como a relação da vida busca o equilíbrio, em geral o dono da bola, que controla o elemento-chave de uma "pelada", é ruim de jogá-la. É, futebolisticamente falando, um "perna-de-pau". Por isso, se está perdendo, pega a bola e some com ela. O jogo pode até acabar, mas todos se retiram com uma certeza: o dono da bola, se é ruim do pé, é doente da cabeça. De samba é que não deve entender.

Por favor, escrevam.

Meu surpreendente irmão Vítor: um abraço cheio de garoa. Daquele orvalho que cobre de afeto os bons amigos."

Abração,

Lúcio Flávio Pinto jornal@amazon.com.br

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