Em Assembléia da Campanha Salarial, os jornalistas do segmento de jornais e revistas da Capital de São Paulo aceitaram a contra proposta patronal de 6,23% de reajuste para todos os salários - o que representa 0,66% de aumento real. A decisão foi sacramentada ontem.
Além do reajuste, os jornalistas terão:
Os pisos para 5 horas de R$ 1.500,00 e para 5 horas+2 horas –extras de R$ 2.400,00 (reajuste de 7,14% e aumento real de 1,53%);
A PLR (Participação nos Lucros e/ou Resultados) de R$ 380,00 a ser paga na folha de pagamento de setembro de 2006 (reajuste de 15,15% e com aumento real de 9,11%);
O auxílio-creche de R$ 238,00 para jornalistas que têm filhos com até 6 anos ou 7 anos que não estiver no primário (reajuste de 19% com aumento real de 12,76%).
A convenção coletiva do segmento já foi assinada e, em março de 2006, os representantes dos patrões e do Sindicato dos Jornalistas se reunirão para discutir algumas pendências como o controle da jornada de trabalho, direito de consciência, contratação de portadores de deficiências e a saúde do trabalhador.
Quem não chora...
Nos últimos meses, o faturamento das empresas do setor aumentou consideravelmente. Infelizmente, não foi desta vez que os jornalistas conseguiram um justo reconhecimento pela participação nos resultados obtidos pelas empresas.
A diretoria do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo considerou que o resultado da negociação foi satisfatório, apesar de não ter atingido a meta inicial de 4% de aumento real. Segundo a entidade, "este resultado poderia ter sido alcançado se houvesse uma maior mobilização dos jornalistas em suas redações, para pressionar o patronato por acordos melhores".