Um ano sangrento. Cada vez mais violência. O Balanço de 2005 divulgado hoje (04/01), pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), revelou uma situação alarmante para a liberdade de imprensa no mundo: foram mortos 63 jornalistas e mais de 1.300 foram agredidos ou ameaçadas. Em 2004, foram dez mortes a menos: 53 e 1.046 agredidos ou ameaçados.
Balanço de 2005
- 63 jornalistas assassinados
- 5 colaboradores de veículos de comunicação assassinados
- pelo menos 807 jornalistas presos
- pelo menos 1.308 agredidos ou ameaçados
- pelo menos 1.006 veículos de comunicação censurados
Um ano sangrento
Os números de 2005, só não foram superados pelos de 1995 quando foram mortos 64 jornalistas, sendo que 22 deles só na Argélia.
Pelo terceiro ano consecutivo, o Iraque continua sendo o lugar onde mais jornalistas foram mortos: 24 e cinco colaboradores. No total, 76 jornalistas e colaboradores já foram assassinados naquele país, desde o início do conflito em março de 1993.
Censura em alta
O Balanço também revelou que a censura aumentou em mais de 60%. Foram registrados 1.006 casos, número bem superior ao registrado em 2004: 622. O forte aumento foi explicado principalmente pela situação do Nepal, que concentrou mais da metade dos casos de censura.
Nós do "O Jornalista" rendemos nossas singelas homenagens aos colegas que pagaram com a própria vida para cumprir o sagrado dever de informar.
Para acessar o Balanço completo, em espanhol, clique aqui.