A jornalista norte-americana Jill Carroll, enviada especial do The Christian Science Monitor ao Iraque, foi seqüestrada hoje (07/01) por um grupo de homens armados em Bagdá. A repórter seguia para entrevistar um líder sunita quando um grupo de homens armados bloqueou uma rua, matando seu motorista e tradutor antes de forçá-la a entrar num automóvel. O corpo do tradutor foi identificado como de Allan Enwiyah.
Repulsa e Mobilização
A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) manifestou sua "grande preocupação" com o seqüestro de Jill Carroll, e sua repulsa pelo assassinato de Allan Enwiyah.
"Pedimos a todos os que, como nós, rechaçam a injustiça que façam todo o possível para que se liberte a jornalista seqüestrada rapidamente", declarou em comunicado a RSF. A organização lembra que "a experiênciala tem demonstrado que uma forte mobilização é determinante nos primeiros dias de um seqüestro".
RSF afirmou ainda que a morte de Allan Enwiyah, um cristão iraquiano, ilustra mais uma vez que a "imprensa iraquiana continua sendo a principal vítima do clima infernal que reina no país".
76 jornalistas mortos
RSF contabiliza desde o início do conflito no Iraque, em março de 2003, um total de 76 jornalistas e colaboradores de veículos de comunicação assassinados, dos quais 56 eram iraquianos e quatro norte-americanos.
A jornalista Jill Carroll é a trigésima primeira profissional da imprensa seqüestrada desde o início do conflito; cinco dos quais foram assassinados por seus captores, quatro iraquianos e um italiano, Enzo Baldoni. Os outros foram libertados são e salvos.
Fonte: Periodista Digital, RSF e CSMONITOR.COM