O Auditório Vladimir Herzog, do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, ficou pequeno para abrigar todos os jornalistas que compareceram hoje, em plena segunda-feira, para eleger a comissão eleitoral que irá coordenar o processo de eleição da nova diretoria da entidade. Nada menos que 167 jornalistas sindicalizados compareceram para votar. A direção do Sindicato considerou a assembléia como "histórica".
Um voto de vantagem
Inscreveram-se para a Comissão duas chapas, uma indicada pelos jornalistas que se reúnem em torno da atual diretoria do Sindicato, que recebeu 84 votos, e outra indicada pela oposição, com 83 votos. Com este resultado, a Comissão Eleitoral, integrada por sete associados, tem quatro colegas indicados pela atual diretoria e três pela oposição.
Eleitos
Compõem a comissão os jornalistas Nelson Jurno (presidente da Associação dos Jornalistas Aposentados), Jorge de Sá Miranda, Regina Vilela, Douglas Mansur, Paulo Zocchi, Cristina Charão e Lídia Neves.
Permanente
Outro ponto da pauta da Assembléia foi sua transformação de Assembléia Geral Ordinária em Assembléia Geral Permanente, proposta defendida pela Diretoria e aprovada por 83 votos a 66.
Para o presidente do Sindicato, Fred Ghedini, "há muitos anos não víamos uma assembléia desse porte voltada para o processo eleitoral", o que, ainda segundo o presidente "é muito bom pois mostra que os jornalistas estão envolvidos no processo de renovação da direção de sua entidade sindical."
Amanhã (14/02) a comissão realizará sua primeira reunião, quando será definido o calendário eleitoral e os locais de votação.
Sem Unidade
A disputa pela direção do Sindicato paulista promete ser acirrada, com duas chapas disputando as eleições. Em conversas paralelas, durante a assembléia, vários colegas lamentavam a divisão, em dois grupos, das forças que atuam no movimento dos jornalistas paulistas. "Precisamos unir forças, mas lamentavelmente, a unidade parece estar um pouco distante", lamentou um jornalista que compareceu para votar na comissão eleitoral.