A presidente da Sociedade Interamericada de Imprensa (SIP), Diana Daniels, disse há pouco que a imprensa livre é um instrumento inseparável da economia aberta e dinâmica. "A economia brasileira precisa defender a liberdade de informação para seus mercados funcionarem bem e gerarem confiança." A presidente da SIP, que participa da conferência sobre liberdade de imprensa no auditório da TV Câmara, lembrou os princípios da declaração de Chapultepec (México), adotada em março de 1994 e que será ratificada hoje à tarde pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
A SIP propõe a aprovação de leis que protejam a liberdade de imprensa e a implementação de meios efetivos para proteger jornalistas que se sintam ameaçados. Diana Daniels lembrou que desde 1997, 28 jornalistas no Brasil e 295 no hemisfério sul foram mortos ou desapareceram. Apesar disso, ela reconheceu que houve avanços contra a impunidade.
Difamação e calúnia
Diana Daniels disse que o problema da difamação e calúnia da honra também é um elemento de grande importância para a defesa da liberdade de imprensa, uma vez que ela não pode ser uma ferramenta abusiva nas mãos de quem tem o dever de informar. "A liberdade tem que ser exercida com coragem e responsabilidade para fazer a diferença. A maior ameaça não vem de fora mas da autocensura", concluiu a presidente da SIP.
Ela informou que a entidade lançará nos próximos meses campanha sobre a importância da liberdade de imprensa. "Por que os pobres iriam se preocupar com isso? Pelo simples motivo de que a liberdade de imprensa tem a capacidade de colocar comida e trazer saúde e educação para quem precisa", disse.
Fonte: Agência Câmara