O governo federal optou pelo padrão japonês de TV digital. O decreto que estabelece a implantação do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre (SBTD-T), com base na tecnologia japonesa, foi assinado hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em cerimônia no Palácio do Planalto. Além da transição do sistema analógico para o digital, o decreto prevê a criação de quatro novos canais digitais públicos - um do Poder Executivo, um da área de educação, um de cidadania e um de cultura.
De acodo com o decreto, as emissoras de TV abertas receberão automaticamente um canal digital e terão prazo de 18 meses para iniciar as transmisssões. Em sete anos, essas emissoras terão que garantir o serviço em todo o território brasileiro e, em dez anos, o sinal analógico deixará de ser transmitido.
Aplausos
Para a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), que representa as emissoras de radiodifusão no Brasil, o modelo escolhido tem vantagens em relação aos modelos europeu e americano, adotados por outros países, principalmente quando se trata de mobilidade. A entidade defendeu que o padrão japonês era o mais adequado para a situação brasileira.
Vaias
A escolha do padrão japonês para a implantação do sistema de televisão digital no Brasil tem sido alvo de críticas entre ativistas da democratização das comunicações. O Secretário executivo do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), James Görgen diz que o modelo não irá permitir a inclusão digital de todas as faixas da população e manterá a concentração da mídia no Brasil.
Fonte: Agência Brasil