O jornalista José Ursílio, diretor de jornalismo do jornal Diário de Marília e das rádios Dirceu AM e Diário FM, pediu ontem (18), proteção para ele e sua família e solicitou que as autoridades policiais e judiciárias tomem medidas contra a escalada de violência e atentados iniciada com o incêndio criminoso no Diário, em setembro do ano passado. Ontem pela manhã, foi preso em flagrante um montador de móveis, em Marília (SP), após provocar um tiroteio no centro da cidade. Ele fez dois disparos contra o motorista Almir Adauto Marcelo, 35, que teria confundido com o jornalista.
"Matei o José Ursílio"
Por sorte, um trapalhão. Preso minutos depois do ataque, o montador de móveis, teria feito a seguinte confissão: "matei o José Ursílio". Estava enganado. Seus tiros disparados de uma pistola Glock, com cartuchos 9 mm, não acertaram ninguém.
Alguma semelhança física - reforçada pelos óculos que o motorista Almir Marcelo e jornalista José Ursílio usam - teria sido o motivo para a confusão entre as vítimas. O motorista alvo dos disparos, também, esteve conversando com funcionários da Rádio Diário FM, na porta das empresa, minutos antes do atentado - o que teria contribuído para o engano do bandido trapalhão.
Perguntado sobre suspeitos, José Ursílio disse que há dois anos denuncia o grupo político liderado pelo ex-prefeito Abelardo Camarinha. "Se foi ele, eu não sei. Tomara que essa pessoa que está presa, fale o que está acontecendo." O jornalista também afirmou não ter nenhuma dúvida que os tiros eram para ele.
O delegado Emir Giroto, do 3º Distrito Policial, disse que o acusado evitou confirmar na delegacia a versão do atentado contra o jornalista. Porém, policiais que participaram da prisão do bandido depuseram sobre a tentativa de homicído e teriam confirmado a frase do bandido trapalhão: "Matei o José Ursílio".
Fonte: Diário de Marília