O jornalista José Ursílio, diretor de jornalismo do Diário de Marília e das rádios Dirceu AM e Diário FM, entregou ontem (20), à tarde, ao Ministério Público e à Polícia Civil nomes de suspeitos de envolvimento na organização, execução e projeto de fuga no atentado que deveria ter provocado sua morte na última quarta-feira.
São informações de testemunhas e outras pessoas que procuraram a empresa para falar sobre a organização do crime cometido por Evandro Quini, 31, preso depois de atirar duas vezes contra o motorista Almir Adauto Marcelo, 35, que confundiu com o jornalista.
Ursílio disse que não vai divulgar detalhes porque assumiu compromisso com o MP e a polícia a não revelar o conteúdo das denúncias, de forma a não atrapalhar o trabalho de apuração.
Segundo o Diário de Marília, ontem a polícia ouviu mais dois policiais militares que confirmaram a versão de dois outros colegas de que o preso teria dito “matei o José Ursílio”.
Segundo os policiais que fizeram a prisão, Quini teria repetido a frase duas vezes, no caminho ao Hospital das Clínicas e na chegada ao local. O relato consta no depoimento dos dois policiais feito à Polícia Civil e no Boletim de Ocorrência da PM.
A polícia espera o resultado da perícia feita pelo IC (Instituto de Criminalística) no aparelho celular apreendido com Quini. O aparelho contém números telefônicos das últimas ligações feitas pelo acusado e quem ligou para ele recentemente, além de números que constam na agenda telefônica do aparelho.
A polícia também já solicitou à justiça a quebra do sigilo telefônico do acusado.
Quini foi ouvido na delegacia logo após o crime e ficou em silêncio. No mesmo dia, no final da tarde, foi procurado por equipe de policiais na cadeia em Pompéia e manteve postura de só falar sobre o caso na fase judicial.
Fonte: Diário de Marília