Os constantes atrasos salariais e o descumprimento das leis trabalhistas pela direção do jornal A Razão, de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, levaram 60% dos jornalistas da redação - sete repórteres-redatores e um repórter-fotográfico - a paralisarem suas atividades. A greve foi desencadeada no dia 20 de agosto depois que a empresa não atendeu no prazo estabelecido, dia 17, as reivindicações apresentadas pela categoria.
Os profissionais estão cobrando o pagamento integral para toda a redação do salário referente ao mês de julho, a quitação de pendências salariais anteriores e o pagamento de férias já concedidas pela empresa. A lista de reivindicações foi apresentada via Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, em documento elaborado e assinado por doze dos catorze jornalistas, em assembléia de redação realizada no dia 10 de agosto.
A direção da empresa, apesar de ter prometido colocar todas as pendências em dia, não cumpriu a palavra e nem deu qualquer tipo de previsão de solução para o problema. Desde que a greve iniciou, o posicionamento da empresa tem sido o de não dialogar com a categoria. "Entre os exemplos de descumprimento das leis trabalhistas está o não-pagamento de horas-extras e o não-depósito do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - FGTS", afirma o Sindicato.
Ao longo dos últimos anos, a categoria tem demonstrado compreensão em relação à difícil situação financeira enfrentada pela empresa. Em várias oportunidades, os profissionais aceitaram receber seu salário mensal parcelado, mas com o passar do tempo a situação ficou insustentável. Os jornalistas continuam no aguardo de ver suas reivindicações atendidas, e o restabelecimento do diálogo por parte da direção da empresa.
O Sindicato dos Jornalistas do RS está agora solicitando uma audiência de mediação a ser feita pela Delegacia Regional do Trabalho e Ministério Público do Trabalho, como forma de encaminhamento de solução.
Fonte: Sindicato do RS