Oito jornalistas - repórteres, redatores e repórter-fotográfico - do jornal A Razão, de Santa Maria (RS), suspenderam nesta sexta-feira, dia 1º de setembro, a greve deflagrada no dia 20 de agosto pelo não-pagamento de parte de salários, férias e diferenças de acordos coletivos.
A volta ao trabalho foi acertada em audiência de conciliação realizada na quinta-feira no Ministério Público do Trabalho da 4ª Região, em que o grupo de comunicação apresentou o comprovante de parcelamento de quotas do FGTS atrasadas com CEF e se comprometeu a pagar as pendências no período de até 30 dias - a maior parte já foi feita na sexta-feira.
Na audiência presidida pelo procurador do Trabalho Evandro Paulo Brizzi, foi acertado que o movimento grevista estava suspenso pelo período de 30 dias, mesmo prazo estipulado para que a empresa pague todas as pendências com seus funcionários.
A direção de A Razão não depositou o FGTS de março a agosto deste ano, mesmo que em fevereiro tenha assinado o Termo de Ajustamento de Conduta - TAC no mesmo Ministério Público, comprometendo-se a fazê-lo mensalmente. Também pagou apenas parte dos salários de alguns funcionários em abril e julho e deixou de depositar o montante das férias de outros.
A audiência pública foi o recurso encontrado pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS para acabar com o impasse. À reunião compareceram o presidente José Carlos Torves e os diretores Marco Antônio Chagas e Jorge Correa, além dos funcionários grevistas. Para Torves, a solução encontrada foi a melhor possível para todos o envolvidos, porque mantém a atividade de uma empresa tradicional e preserva os empregos dos jornalistas. "O conflito não interessa à entidade, mas os funcionários não poderiam ser penalizados em face às dificuldades enfrentadas pelo grupo", explica o dirigente.
Fonte: Sindicato do RS