A diretoria da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) condenou hoje (26), com veemência, o pedido de quebra de sigilo telefônico de jornalistas da Gazeta do Povo e Folha de S. Paulo, protocolado na Justiça pela coordenação de campanha do candidato à reeleição ao governo do Paraná, Roberto Requião (PMDB).
Os colegas têm acompanhado e assinado reportagens a respeito dos grampos telefônicos feitos por um ex-funcionário da Casa Civil e que se apresentava como assessor do governador. Para a FENAJ, quebrar a quebra do sigilo telefônico é uma flagrante violação ao princípio constitucional que assegura proteção às fontes jornalísticas.
A Federação afirmou que defende o direito de todo cidadão buscar reparações por danos eventualmente provocados pela imprensa, mas repudia qualquer tentativa de censura prévia e de questionamento ao dispositivo que garante o sigilo da fonte.
A Associação Nacional dos Jornais (ANJ) também protestou contra a iniciativa do governador licenciado e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná deplorou a atitude da Coligação Paraná Forte e a tentativa de censurar previamente matéria da Folha de S. Paulo sobre o caso do grampo telefônico.
A FENAJ afirmou que está acompanhando através dos Sindicatos e vai denunciar qualquer iniciativa de cerceamento ou constrangimento ao trabalho dos jornalistas. "No caso do Paraná, não se trata apenas de defender os jornalistas ou as fontes. Trata-se de defender, especialmente, o próprio direito à informação", declarou o presidente da entidade, Sérgio Murillo de Andrade.