A jornalista russa Anna Politkovskaya, crítica aberta do presidente Vladimir Putin, foi assassinada neste sábado no prédio em que residia, no centro de Moscou. "Segundo as informações iniciais, ela foi morta com dois tiros quando saía do elevador. Os vizinhos encontraram o corpo dela", disse à Reuters uma fonte da polícia. Foram encontradas uma pistola e quatro balas detonadas no elevador.
Politkovskaya, de 48 anos e mãe de dois filhos, ficou conhecida internacionalmente e recebeu diversos prêmios pela incansável busca de atos de desrespeito aos direitos humanos por parte do governo de Putin, particularmente na violenta província da Chechênia, no sul do país.
"A primeira coisa que nos ocorre é que Anna foi morta pelas suas atividades profissionais. Não vemos qualquer outro motivo para este crime terrível", disse Vitaly Yaroshevsky, subeditor do jornal Novaya Gazeta em que ela trabalhava.
O ex-presidente soviético Mikhail Gorbachev, um dos acionistas do Novaya Gazeta, disse que o assassinato foi um "crime bárbaro". "É um golpe contra toda a imprensa democrática e independente", disse Gorbachev à agência de notícias Interfax.
Politkovskaya estava trabalhando em uma reportagem sobre tortura na Chechênia, que deveria ser publicada na segunda-feira, disse o jornal.