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11/01/2007
Repórter-cinematográfico é agredido por PM em Florianópolis
 

O repórter-cinematográfico da Rede SC/SBT, Roberto Mota, foi agredido na última segunda-feira (08), por um policial militar quando registrava imagens de um atropelamento ocorrido no terminal urbano do centro de Florianópolis. Ele foi atacado após ultrapassar o cordão de isolamento que evitava a aproximação de populares. Mota foi convocado para prestar depoimento amanhã, às 13 horas, na Corregedoria da Polícia Militar.

 O jornalista Luís Prates (Notícias do Dia) registrou a agressão sofrida por Roberto Mota.

O Sindicato dos Jornalistas emitiu Nota de Repúdio contra a agressão e encaminhou o documento às Comissões de Direitos Humanos da OAB/SC e da Assembléia Legislativa, bem como à presidência da Câmara de Vereadores de Florianópolis. O SJSC também formalizou denúncia junto à Secretaria de Segurança Pública e Secretaria de Comunicação do Estado. Ainda estão frescas na memória dos jornalistas catarinenses as agressões realizadas por policiais militares contra os jornalistas Cláudio Silva (então trabalhando no Diário Catarinense), Nilson Lage (UFSC) e Luis Prates (Notícias do Dia) ocorridas em 2006.

Veja abaixo a Nota de Repúdio do Sindicato:

Basta de agressões da PM contra jornalistas

O Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina repudia publicamente agressões praticadas por um policial militar contra o repórter cinematográfico Roberto Mota, da Rede SC/SBT, na tarde de ontem. Mota e outros profissionais trabalhavam na cobertura de um acidente no terminal de ônibus urbanos do centro de Florianópolis quando foi impedido de registrar as cenas e retirado violentamente do local.

A liberdade dos profissionais da imprensa, de registrar os fatos, não pode ser cerceada. E nada justifica o comportamento violento do policial militar. Cabe aos jornalistas selecionar as imagens que consideram representativas dos fatos, levando em conta a ética profissional e os direitos humanos. Não é função da Polícia Militar dizer - muito menos de forma truculenta - aos jornalistas quais imagens podem ou não registrar.

O Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina repudia a violência e o despreparo do policial que realizou a agressão, e exige punição exemplar para que atitudes como essa não voltem a se repetir.

Além de repudiar mais esta agressão, o Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina convoca a sociedade catarinense a ficar alerta e defender o seu direito à informação de qualidade, ética e verdadeira. E exige dos governantes a realização do juramento de defender a sociedade e punir práticas que não atendem ao atual estágio do estado democrático de direito.

Direção do SJSC

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