O repórter fotográfico de A Gazeta, Nestor Muller, foi indiciado por crime militar e já foi intimado duas vezes pela Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo, a informação é do Sindicato dos Jornalistas.
O repórter fotográfico de A Gazeta, Nestor Muller, foi indiciado por crime militar e já foi intimado duas vezes pela Corregedoria da PM, segundo consta na sindicância instaurada sob a portaria 049/2006, em 9 de outubro de 2006. O objetivo da sindicância foi apurar o teor da reportagem veiculada no jornal A Gazeta, no dia 30 de setembro de 2006. A denúncia sobre a sindicância chegou ao Sindijornalistas-ES de forma anônima, pelo site do sindicato e foi confirmada pelo repórter.
O comando da PM alega, no documento, que o fotógrafo tirou fotos sem autorização dos alunos do Centro de Formação e Aperfeiçoamento (CFA). Segundo consta ainda no documento, o repórter de A Gazeta não teria obtido autorização para fazer as fotos de dentro do Quartel da PM e fez seu trabalho da rua. O procedimento de instaurar a sindicância foi tomado pelo corregedor da PM tenente-coronel Renato Luiz de Oliveira.
A sindicância instaurada concluiu que há indícios de prática de crime de natureza militar por parte do fotógrafo Nestor Muller, por ter contrariado as normas administrativas militares. Diante dessa conclusão, o comando da PM decidiu encaminhar os autos ao Ministério Público Militar Estadual.