Passado mais de um mês da execução de Luiz Carlos Barbon Filho, o crime segue sem solução. O jornal Folha de S.Paulo publica na sua edição de hoje (08), uma informação da Folha Ribeirão que "policiais militares estão entre os suspeitos do assassinato". O governo de São Paulo retirou a apuração da polícia local, para evitar pressões.
Federalização Já!
A execução de Luiz Carlos Barbon Filho, morto a tiros em 5 de maio em Porto Ferreira (228 km ao norte de São Paulo), reacende o debate sobre a necessidade da federalização dos crimes contra os profissionais de imprensa. Apesar de não possuir registro definitivo de jornalista, Barbon prestou um grande serviço à sociedade e deu uma aula de cidadania ao denunciar um esquema de exploração sexual de menores, com repercussão nacional, que levou à condenação políticos e empresários - coisa rara em nosso país. Sua execução é sem dúvida nenhuma um gravíssimo atentado contra a liberdade de expressão, de imprensa e à democracia brasileira. Merece uma resposta a altura de nossas autoridades.
Que país é este?
Tudo indica, que em 2007, o Brasil entrará para o rol dos dez países mais perigosos para o exercício do Jornalismo. A situação exige uma resposta cabal dos veículos, das autoridades, das lideranças e dos próprios jornalistas brasileiros.
Contra a barbárie e a impunidade
Apelamos ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e ao ministro da Justiça, Tarso Genro, para que determinem o imediato ingresso da Polícia Federal no caso e o Congresso Nacional discuta, com a máxima urgência, uma legislação que garanta a federalização dos crimes de execução, assassinato, agressão e ameaça contra jornalistas.