Depois de quase quatro meses em cativeiro, o jornalista Alan Johnston, correspondente da BBC na Faixa de Gaza, foi libertado nesta quarta-feira (noite de terça-feira pelo horário de Brasília).

Imagens de TV mostraram Johnston, de 45 anos, deixando um prédio e entrando em um carro branco, acompanhado por homens armados.
Ele disse que era "fantástico" estar livre depois de uma "experiência apavorante". Afirmou também que estava cansado, mas com boa saúde.
O repórter foi entregue pelos seqüestradores do grupo autodenominado Exército do Islã a integrantes do grupo militante islâmico Hamas.
Depois de expulsar a facção rival, Fatah, e assumir o controle total da Faixa de Gaza, no mês passado, o Hamas já havia anunciado que iria trabalhar pela libertação de Johnston, inclusive alertando os seqüestradores de que poderia usar a força para libertá-lo.
Cativeiro
Em uma coletiva de imprensa ao lado do líder do Hamas, Ismail Haniya, Johnston agradeceu a todos que trabalharam por sua libertação. "As últimas 16 semanas foram as piores da minha vida. Eu estava nas mãos de pessoas perigosas e imprevisíveis", disse Johnston.
Johnston disse que não foi torturado durante o tempo em que esteve no cativeiro, mas ficou doente por causa da comida.
O jornalista disse que a tomada de poder do Hamas em Gaza e a conseqüente tentativa de melhorar a segurança no território facilitaram a sua libertação.
"Os seqüestradores pareciam muito confortáveis e seguros até ... algumas semanas atrás, quando o Hamas tomou o controle das operações de segurança aqui", afirmou.
Johnston disse ainda que esteve em dois cativeiros diferentes durante o tempo em que permaneceu seqüestrado.
Haniya afirmou que estava muito feliz com a libertação de Johnston e que o jornalista era um amigo do povo palestino.
Fonte: BBC