Há quatro anos, em 23 de julho de 2003, morria o repórter fotográfico Luiz Antônio da Costa, o La Costa. Como um dos grandes no seu segmento. Tinha o dedo no disparador de sua máquina fotográfica quando uma bala atravessou seu pulmão.
Num intervalo de uma pauta difícil, a desocupação de um terreno em São Bernardo do Campo, tomada por sem-terras, Lacosta conversava com colegas em frente a um posto de gasolina. Já tinha passado as fotos para a Época, revista para a qual frilava naquele dia e pensava em ser rendido para poder mergulhar em outra pauta, que o esperava naquela tarde. Não deu. O assassino, talvez um dos assaltantes que roubaram pouco mais de R$ 60 daquele posto, resolveu por fim à vida daquele que era um dos melhores repórteres fotográficos de sua geração.

La Costa, aos 36 anos, deixou dois filhos pequenos, uma esposa, que acredita no trabalho e na justiça divina, e uma obra fotográfica sólida, artística e bem construída. Os colegas, na missa de sétimo dia, pousaram no chão suas câmaras e lentes, em deferência a um dos seus melhores.
"O Jornalista" prestou uma homenagem permanente ao colega assassinado com a criação do Espaço La Costa, em 2003.
Fonte: Sindicato dos Jornalistas de São Paulo