A eleição para o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Luís foi parar no poder judiciário. A qualquer momento, poderá ser julgado o mérito da ação, que questiona o processo eleitoral. A eleição foi realizada, por força de um mandato de segurança de iniciativa do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Luís, em resposta à ação impetrada pela chapa "Vamos precisar de todo mundo".
Para a chapa de oposição "Vamos Precisar de Todo Mundo", o processo eleitoral não respeitou os princípios democráticos da organização sindical, ao não ter uma "comissão eleitoral idônea, escolhida legitimamente em assembléia".
Em decisão proferida pelo juiz do Trabalho, Carlos Gustavo Brito Castro, da 6ª Vara do Trabalho de São Luís, a eleição foi suspensa, até que seja convocada Assembléia Geral, órgão máximo sindical, para escolha da Comissão Eleitoral, a qual definirá as normas eleitorais a serem aprovadas e convocará novas eleições. Porém, um mandato de segurança impetrado pela situação, garantiu a realização da eleição na última sexta-feira (17/08).
Segundo a candidata a presidente da chapa de oposição, Edvânia Kátia, o resultado da eleição causou indignação na categoria. "Num universo, onde há cerca de mil profissionais, apenas 68 foram considerados aptos a votar e apenas os 50 foram às urnas. Esse número reduzido de sindicalizados demonstra que ao longo dos anos os jornalistas de São Luís foram cerceados no seu direito à filiação. Por isso, estamos discutindo na Justiça, além da irregularidades no processo eleitoral, a falta de igualdade de condições entre as chapas e também a centralização do poder, por meio de regras no estatuto, que ferem, inclusive a Constituição Federal", concluiu.