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25/08/2007
Revista Veja reage à tentativa de criação de CPI
 

O ataque da corrupção. Assim a revista Veja intitula matéria sobre a tentativa de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a associação entre a TVA, empresa de televisão por assinatura do Grupo Abril, que edita a revista, e o Grupo Telefônica, de origem espanhola. O grupo partiu para o ataque e acusa o presidente do Senado de "usar asseclas para urdir CPI contra a Abril numa vingança pelo fato de VEJA ter revelado suas falcatruas".

Mafioso

Para a revista, o senador Renan Calheiros é um político desesperado que faz coisas desesperadas. "Acuado pelas revelações de Veja sobre suas condutas impróprias, que devem tirá-lo da presidência do Senado, partiu para a vendeta ao melhor estilo mafioso", bombardeia a publicação.

Mal-intencionados

"Ao todo, Renan e sua turma recolheram 181 assinaturas. Entre os deputados que firmaram o requerimento, além dos mal-intencionados, há ingênuos e enganados. Cinqüenta e nove parlamentares do PT apuseram seu jamegão. Boa parte desses petistas obedeceu às ordens de José Dirceu. Além da vingança contra VEJA, que noticiou os seus malfeitos como chefe da quadrilha do mensalão, o ex-ministro Dirceu tem interesses bem mais sólidos para embaraçar a associação entre a Abril e a Telefônica. Seu patrocinador atual é o bilionário mexicano Carlos Slim, o homem mais rico do mundo, que trava uma guerra comercial com o grupo espanhol", dispara a revista Veja.

Liberdade de imprensa, de empresa ou intimidação?

"A tentativa de criação da CPI da TVA, além de espúria na origem, tem a clara intenção de intimidar não apenas a Abril mas toda a imprensa independente do país. Ela tem as cores da vendeta, as formas da chantagem e, se seguir adiante, será um desperdício de tempo e dinheiro públicos, ademais de aprofundar o fosso que separa a sociedade brasileira de seus políticos no distante planeta Brasília", avalia o Grupo Abril.

A revista ouviu governadores, prefeitos, senadores, deputados e representantes de entidades da sociedade civil, que repudiaram a tentativa de criação de CPI. Para o deputado federal Fernando Gabeira (PV do RJ), "essa tentativa de intimidação é mais uma forma de inibir as críticas aos políticos no Brasil. Essas intimidações normalmente acontecem via Judiciário, com processos que são apenas para ameaçar a imprensa, e agora surge essa outra modalidade, que é tentar inibir usando uma CPI. Acho que elas tendem ao fracasso."

Maurício Azêdo, presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), afirmou à publicação que "a Associação acompanha com preocupação qualquer medida que represente restrição à liberdade de informação, como no caso desse requerimento de CPI que Renan conseguiu na Câmara como represália ao noticiário que a revista VEJA vem publicando contra ele".

Negócio não deve ser investigado?

A revista reage com todas as forças à tentativa de uma investigação. Alega também que nada tem a esconder. Pelo menos em alguns aspectos, é impossível não comparar Veja e Renan: afinal, ambos alegam que nada fizeram de ilegal; garantem ter agido com extrema lisura; zelam pelo interesse nacional e defendem seus negócios, sejam eles com bois, Tv a cabo ou outros veículos de comunicação.

O Grupo Abril apresentou a justificativa abaixo para afirmar que o negócio dispensa uma investigação parlamentar:


NADA A ESCONDER

A tentativa de Renan Calheiros de atingir o Grupo Abril assenta-se sobre uma falsidade com a qual ele procura transformar em escândalo uma operação comercial absolutamente legal, analisada e aprovada pelo governo depois de nove meses de estudos. De acordo com o pedido de instalação da CPI, a operação entre a TVA – empresa do Grupo Abril – e a espanhola Telefônica "fere o interesse nacional, restringe a concorrência e agride o mercado nacional". São afirmações mentirosas. A transação entre a TVA e a Telefônica respeita o interesse nacional, aumenta a concorrência e fortalece o mercado. A lei exige que, para se associarem a uma companhia estrangeira, as empresas de TV a cabo conservem, no mínimo, 51% do seu capital votante sob controle nacional. No caso de São Paulo, onde a Telefônica é concessionária, esse porcentual sobe para 80,1%.

Foi exatamente o que fez o Grupo Abril ao vender parte da TVA à Telefônica. E, ao fazê-lo, não inaugurou nenhum procedimento. A recente convergência das tecnologias de voz, dados e imagem estimulou parcerias entre empresas de diversos países e, no Brasil, foi o pano de fundo não só do acordo entre o Grupo Abril e a Telefônica, mas de outros envolvendo empresas estrangeiras que o precederam. Em 2005, a Portugal Telecom adquiriu participação no Grupo Folha, dono do jornal Folha de S.Paulo e do provedor de acesso à internet UOL.

Em 2004, a Globopar – controladora da Net – associou-se à mexicana Telmex (proprietária da Embratel e da Claro), passando a ela parte do controle da Net. A associação da TVA com a Telefônica é análoga àquela entre NET e Telmex. Ambas foram autorizadas pela Anatel. Todos os trâmites da operação não só foram respeitados como têm sido acompanhados pelos órgãos competentes – em contraste com os negócios subterrâneos de Renan Calheiros.

Fonte: Veja

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