Cenas dignas de filme de faroest. Um trem que levava os ministros das Cidades, Márcio Fortes, e da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito trafegava em baixa velocidade para que jornalistas pudessem registrar o resultado das obras de recuperação do acesso ferroviário ao Porto do Rio de Janeiro, quando foi atingido por tiros e pedras que partiram de um grupo de homens armados. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.
As cerca de 70 pessoas, entre a comitiva dos ministros e do governo do estado e imprensa, ficaram junto ao chão para se proteger. Na volta, novos tiros foram disparados. Os seguranças das autoridades reagiram.
O ataque ocorreu na favela do Jacarezinho, zona norte da capital fluminense, com o trem em movimento, depois que o veículo já havia ultrapassado a comunidade Parque do Arará. No local, cerca de 450 casas estão sendo retiradas por meio de uma parceria envolvendo o Ministério das Cidades, o governo do estado do Rio de Janeiro e a prefeitura do Rio.
A malha ferroviária de cargas do estado do Rio de Janeiro, que dá acesso ao Porto do Rio, é cercada por várias favelas dentro da capital. A ocupação da área férrea por moradias irregulares vem ocorrendo há cerca de 20 anos, dificultando a passagem dos trens e favorecendo o roubo de cargas. Cerca de R$ 10 milhões foram investidos na construção de muros ao longo da via e na indenização dos moradores que deixaram o local.
Na avaliação do ministro das Cidades, Marcio Fortes, é preciso continuar investindo nas favelas no Rio de Janeiro. “Nós estamos investindo muito aqui no Rio na urbanização das favelas e na área de saneamento. No total estamos colocando, com as contrapartidas R$ 3,8 milhões de reais, para melhorar a qualidade de vida, com investimentos sólidos nessa área que é única maneira de termos tranqüilidade”.
De acordo com o subsecretário estadual de transportes do Rio de Janeiro, Delmo Pinho, a recuperação da linha férrea vai permitir triplicar a capacidade de acesso ferroviário ao Porto e integrará um conjunto de projetos para expandir em 70% a participação do terminal portuário no comércio internacional até 2010.
Fonte: Agência Brasil