Os jornalistas de Rádio e TV do Estado de São Paulo continuam sem reajuste salarial e sem a cobertura da convenção coletiva no período de 2006/2007. Em votação apertada, nesta quinta-feira, 22 de novembro, no TRT – Tribunal Regional do Trabalho 2ª Região, os desembargadores votaram pela extinção do processo de dissídio, sem discutir o mérito das propostas.
Quatro dos sete desembargadores presentes no TRT votaram pela extinção do processo, sem discutir o mérito das propostas, contra três votos favoráveis à continuidade do dissídio impetrado pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo.
A relatora, desembargadora Maria Aparecida Pellegrina indicou voto contrário ao processo de dissídio, alegando que não foram cumpridas algumas formalidades técnicas para legitimar a representação do Sindicato.
A revisora do processo, desembargadora Vânia Paranhos decidiu pelo voto favorável à continuidade do processo de dissídio, sendo acompanhada pelo presidente da sessão, desembargador Nelson Nazar e pelo, também, desembargador Marcelo Freire Gonçalves. Nessa sessão não compareceram três desembargadores, o que pode ter prejudicado a votação.
Achatamento salarial
A decisão significa que os colegas de Rádio e TV não tiveram reconhecidas nenhuma conquista, sequer a reposição da inflação do período.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo informa que irá recorrer dessa decisão nos próximos dias, como lhe garante a legislação trabalhista e convocou os colegas de Rádio e TV para comparecerem ao Sindicato no próximo dia 28 de novembro, às 20h30, quando será realizada assembléia para discussão do resultado desse julgamento e definição da estratégia de Campanha Salarial de Rádio e TV de 2007/2008, que está em andamento.