A direção da Universidade Fumec de Minais Gerais demitiu cerca de 50 professores nos últimos dias. Entre eles estão o jornalista Alexandre Campello, diretor de educação e aperfeiçoamento profissional da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e 14 dos 34 professores do curso de Comunicação.
A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) repudiou veementemente as demissões que ocorreram sem justa causa e sem qualquer explicação oficial.
"De forma indigna, incompatível com uma instituição de ensino superior, muitos professores foram comunicados da demissão por telefone. Em especial, a demissão do Diretor de Educação da FENAJ agride a Constituição, a CLT, a regulamentação profissional dos jornalistas e tratados internacionais. O direito à organização e à livre representação dos trabalhadores, além de recepcionados pela legislação brasileira, estão inscritos nas Convenções 87 e 98 da Organização Internacional do Trabalho - OIT. A demissão imotivada de dirigente sindical é uma violência e uma séria ameaça à liberdade de organização dos trabalhadores", afirmou a Federação.
A FENAJ somou-se às manifestações do Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo e do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, e apelou à direção da Fumec que revogue imediatamente todas as demissões e abra um canal de negociação com as entidades representativas das categorias envolvidas.
"O respeito à legislação e ao direito dos trabalhadores, o espírito democrático e a disposição para o diálogo é a atitude que se espera nessas situações - especialmente de uma instituição voltada para a formação de profissionais responsáveis e cidadãos cientes de seus direitos e deveres", afirma a nota de repúdio emitida pela entidade na tarde de hoje.