A ONG Repórteres sem Fronteiras (RSF) expressou o seu horror pelo assassinato do repórter cinematográfico Walter Lessa de Oliveira, de 53 anos, morto a tiros na tarde do último sábado (05), em um ponto de ônibus no bairro do Tabuleiro dos Martins, na periferia de Maceió (AL).
“O nordeste do Brasil continua a ser um território de alto risco para os jornalistas. Sem pretender especular sobre as futuras conclusões da investigação, a vingança brutal de um traficante de droga apresenta-se como uma hipótese verosímil, tendo em conta a forte presença do crime organizado na região. Esperamos que o principal suspeito venha a ser rapidamente localizado e interrogado. Da mesma forma, manifestamos o nosso desejo de que a alarmante situação de insegurança no Estado de Alagoas possa ser resolvida o mais brevemente possível”, declarou Repórteres sem Fronteiras.

Walter Lessa de Oliveira
FENAJ e Sindicato cobram providências
"Não podemos admitir que fatos desta natureza continuem acontecendo. A sociedade alagoana deve se unir para exigir que as autoridades responsáveis apurem este caso o mais rápido possível. Não vamos calar diante de tanta violência. Alagoas vive em clima de total insegurança e o governo estadual não consegue controlar a situação", afirmou a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) em nota conjunta com o Sindicato dos Jornalistas alagoanos.
Polícia em greve
A Policia Civil de Alagoas está em greve há mais de cinco meses e não consegue abrir canal de negociação com o governo que se mostra intransigente. "Esta situação empurra ainda mais a população alagoana a viver em pânico e insegura, sendo vítima da sanha criminosa de quadrilhas que agem à luz do dia e aterrorizam nossas famílias", afirmou o Sindicato de Alagoas.
"Queremos não só a apuração do brutal assassinato do companheiro Walter Lessa de Oliveira, como também o fim do clima de insegurança em nosso Estado. O governo precisa responder aos anseios da sociedade que clama pelo combate à violência e pelo fim da impunidade que é o principal combustível das ações criminosas", afirmaram as entidades brasileiras de defesa dos jornalistas.