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12/01/2008
Empresas oferecem 0,7% aos jornalistas sergipanos
 

Parece piada, mas não é. O Sindicato das Empresas de Comunicação oferece aumento real de 0,7% aos jornalistas sergipanos. "Uma humilhação, e querem aumento dos estagiários e implantar banco de horas. Não vamos aceitar", avisa o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de Sergipe (Sindijor/SE), George Washington.

"Uma contraproposta que só beneficia as empresas de Comunicação e humilha mais uma vez os jornalistas sergipanos". Esta foi a reação de George Washington, após receber a contraproposta patronal para a Convenção Coletiva de 2008 na última sexta-feira, dia 11, juntamente com o presidente do Sindicato dos Radialistas, Chiquinho Ferreira, que também não gostou nem um pouco da contraproposta patronal.

Os patrões ofereceram como reajuste para as duas categorias, jornalistas e radialistas, reposição pelo Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC), que fechou o ano de 2007 em 5,16%. Descontando-se a inflação do período, que pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 4,46%, de acordo com IBGE –, o aumento real nos salários das duas categorias seria de 0,7%.

"Um aumento de pouco mais de R$ 40, uma vergonha! Nenhum avanço salarial, nem mudança na data-base. Nada para os jornalistas. Enquanto isso, as empresas de comunicação, apesar de toda choradeira dos patrões, vão muito bem, obrigado! Não dá, não vamos aceitar essa humilhação", reagiu o presidente do Sindijor/SE. 

Sem avanços

Além do aumento de R$ 40,00 - que elevaria o piso dos jornalistas para R$ 841,28 - os patrões não ofereceram nada de auxílio-refeição, nada de obrigatoriedade de plano de saúde ou odontológico, mas querem implantar um banco de horas.

+ estagiários + estagiários

Dos 15 itens da pauta de reivindicações apresentada pela categoria, os patrões rechaçaram todas e ainda querem aumentar o número de estagiários nas redações em 30%, que receberiam apenas uma ajuda de custo, sem um valor fixo estipulado. "Muita água vai rolar ainda, mas de antemão, entendo que esta contraproposta patronal é um zero a esquerda, não avança em nada. Não vamos aceitar isso", disse o presidente do Sindijor/SE.

Sindicato dos Jornalistas e Sindicato dos Radialistas se reúnem na próxima terça-feira, dia 15, para avaliar melhor a contraproposta patronal e deliberar sobre uma nova proposta dos sindicatos. Depois disso, será marcada uma assembléia geral das duas categorias. "Apesar da época ruim, esperamos que jornalistas e radialistas participem ativamente dessa assembléia e entendam que só a luta e a reação dos trabalhadores podem evitar que saíamos perdendo nessas negociações", destacou o sindicalista.

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