Os Jogos Olímpicos de Pequim ainda nem começaram, mas os jornalistas já estão apanhando por lá. Dois jornalistas japoneses foram detidos por cerca de duas horas e agredidos pela polícia chinesa. Eles relataram que ficaram com os rostos pressionados contra o chão, sob as botas da polícia e levaram socos no rosto e no estômago. O motivo? Eles foram até a região de Xinjiang, onde ocorreu um atentado que matou 16 policiais chineses, para fazer uma reportagem sobre o ataque.
Segundo as agências internacionais, a polícia teria emitido um pedido de desculpas, inclusive por ter danificado o equipamento dos repórteres, ressalvando entretanto que os jornalistas não têm permissão de filmar instalações militares. "Jornalistas estão proibidos de entrar em áreas controladas pela polícia de fronteiras, mas os dois desobedeceram as regras", disseram as autoridades, segundo a agência oficial chinesa Xinhua. O Japão promete protestar e cobrar explicações.
Livremente?
Apesar da China ter prometido que repórteres poderiam viajar livremente pelo país, durante a Olimpíada, os colegas que estão por lá devem ficar atentos. Afinal, a polícia chinesa não tem a menor experiência de convivência com a liberdade de imprensa.