O Instituto Internacional de Seguridad de la Prensa (International News Safety Institute - INSI) emitiu um relatório em que aponta o Iraque como o lugar mais perigoso do mundo para os jornalistas em 2004. Segundo o Instituto, os assassinatos no Iraque fizeram de 2004 o ano mais mortal para a imprensa da última década. Para o INSI, 2004 registrou 117 jornalistas assassinados enquanto trabalhavam em todo o mundo. O Relatório colocou o Brasil entre os países mais perigosos do mundo para os jornalistas.
Nas Américas, "Brasil e México foram os países mais perigosos para os jornalistas, com cinco mortes em cada um destes países. Peru contou com uma morte", assinalou o relatório do Instituto. Os números do Instituto incluíram entre os jornalistas mortos no Brasil, em 2004, dois jornalistas franceses que morreram na Amazônia devido a um acidente aéreo. Nicolas Reynard e Joel Donnet morreram quando o avião em que estavam caiu no Rio Negro. Um acidente, mas as duas mortes foram computadas e o Brasil foi para o topo da lista.
"O Jornalista" solicitou informações ao INSI sobre a metodologia e aguarda uma resposta. Solicitamos que as mortes não sejam computadas como assassinatos, já que até o momento todos os indícios são de um acidente aéreo.
O Instituto reconheceu ainda o assassinato de 42 jornalistas no Iraque; doze nas Filipinas e oito na Índia. A organização explicou que 2004 foi o pior ano para imprensa desde 1994, quando 157 homens e mulheres do setor morreram violentamente, principalmente na Ruanda, Bósnia, Chechênia, Somália e Angola.
"O saldo global de mortes de jornalistas e aqueles que trabalham com eles é horroroso e pior no Iraque, onde homens e mulheres incrivelmente valentes arriscam suas vidas diariamente em meio a balas, bombas e seqüestros", disse o diretor do INSI, Rodney Pinder.
Clique aqui e veja o relatório completo dos jornalistas assassinados.