A sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Rua dos Andradas nº 1270, 3º andar, em Porto Alegre) está sob hipoteca judicial. A determinação é do 3º vice-presidente do TJRS, desembargador Marco Aurélio dos Santos Caminha, que deferiu um pedido do advogado Carlos Josias Menna de Oliveira. Ele foi autor de uma ação indenizatória contra a entidade sindical e contra os repórteres esportivos Farid Germano Filho e Sérgio Boaz.
O advogado teve divergências, na condição de conselheiro do Grêmio Porto-Alegrense, com os dois jornalistas, quando das eleições do clube em 2000. Na ocasião, o Sindicato divulgou informação em seu site e a reproduziu para os cadastrados em sua newsletter. A nota foi considerada ofensiva pelo dirigente gremista.
O presidente do Sindicato, José Carlos Torves, em mensagem encaminhada ao "O Jornalista" esclarecendo a posição da entidade. Veja abaixo a mensagem:
"Prezados Amigos:
Quando ocorreu este fato, o Sindicato saiu em defesa de dois jornalistas que apresentaram uma ocorrência policial dizendo que haviam sido ameaçados de morte pelo Dr. Josias. O Sindicato, imediatamente, fez uma nota defendendo os jornalistas e condenando o autor da ameaça.
Posteriormente, o Dr. Josias entrou com uma ação contra os dois jornalistas e contra o Sindicato. Passado mais um tempo, os dois jornalistas fizeram um acordo com o Dr. Josias, retirando as acusações e não comunicaram o Sindicato. Na seqüência, o Dr. Josias retirou a ação contra os dois jornalistas e continuou processando apenas a Entidade.
Na primeira instância vencemos a ação e perdemos na segunda instância. Estamos com dois recursos, mas o Dr.Josias, para se assegurar que vai receber a quantia estabelecida pela justiça, entrou com um pedido de hipoteca da sede do Sindicato.
A direção do Sindicato vai acatar a decisão da justiça, seja qual for, mas entende que sempre que for necessário vai defender os jornalistas; a dignidade da categoria é maior que o valor de 49 mil. Quanto ao comportamento dos jornalistas, achamos que é uma exceção; temos a certeza que a maioria teria uma postura diferente da tomada pelos dois".
José Carlos Torves - Presidente